Dor e sofrimento
Duração da aula: 01 hora.
Primeiro momento (5 min): Oração com todas as crianças para agradecer o momento e para pedir ajuda aos espíritos superiores para harmonizar o ambiente e nos inspirar.
Segundo momento: O evangelizador toca e canta ou coloca a música "Cores do Viver" (Grupo Arte Nascente - GAN) para as crianças ouvirem. Antes, o evangelizador pede para as crianças prestarem atenção na letra da música, porque será perguntado qual o assunto dessa música.
Sabe, às vezes me sinto vazio, inseguro,
Com medo de tudo.
Nestes momentos que passo chorando,
Me esqueço da vida,
Me isolo do mundo.
Amigo, enxergue a vida
Por outro prisma
Mais otimista.
Preencha o vazio
Com amor, amor que liberta.
Desperta
Convida a voar.Voar sobre o mar.
Respirar este ar
Que alimenta.
E ensina os seres
A viver.
Viver sem medo.
Sem preconceitos
Do sofrer.
Agradecer a dor.
A dar carona a nós
Ao crescer.
Crescer pra alcançar
Uma luz que brilha
Estrela
É a natureza
Pintando as cores
Do viver.
Links da música no YouTube:
Link da cifra da música no Cifra Club:
Depois de tocar/cantar a música uma ou duas vezes, conversar com as crianças sobre a mensagem da música e abordar com elas que a musica fala sobre: dor, sofrimento, otimismo e agradecimento a dor.
Mas qual a diferença entre dor e sofrimento?
Trabalhar com as crianças: A dor é uma resposta física ou emocional inevitável a um estímulo ou perda, enquanto o sofrimento é a resistência mental e a interpretação prolongada dessa dor.
Vocês acham que os japoneses sofrem como os brasileiros? De modo geral, não. O sofrimento depende também da cultura de um povo.
Exemplo: Para os nórdicos da Era Viking, morrer em combate nunca foi considerado uma derrota real, mas sim o ápice da glória.
Exemplo: No Vale do Silício, a derrota e o fracasso são tratados como parte natural do ciclo de inovação e do risco assumido pelos empreendedores.
Ou seja, quando acontece alguma coisa "ruim" conosco, é inevitável sentir dor (frustração, por exemplo). Mas podemos ter um pensamento mais otimista (confiança em Deus) ou resiliência e deixar de carregar essa dor conosco por muito tempo. Podemos calibrar nosso sofrimento dependendo dos nossos pensamentos!
Por exemplo: No acidente do voo 2283 da Voepass, que caiu em Vinhedo (SP) em 2024, cerca de 10 passageiros não embarcaram e escaparam da tragédia devido a atrasos ou alteração de voos.
Em um primeiro momento, perder o voo gerou uma dor e, depois, verificou-se que aquela "perda" foi benéfica.
Logo, a dor é inevitável, o sofrimento faz parte da resposta a essa dor, mas precisamos evitar carregar o sofrimento por muito tempo e termos otimismo (fé em Deus, na vida) com relação às coisas que não dependem somente de nós. Muitas vezes o que achamos "ruim" agora se mostra uma benção daqui há alguns anos.
Lembramos aqui uma frase do Chico Xavier: "A melhor atitude para quem caiu é levantar-se e seguir adiante."
Terceiro momento: Hora da atividade prática. Utilizamos o jogo "Caiu perdeu" para jogar com as crianças e trabalhar essa ideia da dor de perder (no jogo) e não carregar por muito tempo (não prolongar o sofrimento).
Para quem não conhece, cada jogador precisa tirar uma peça da coluna (se tocar na peça, precisa tirar). O jogador que, durante a retirada da peça, derrubar a torre, perde o jogo!
Último momento (5 min): Oração de encerramento com todas as crianças. Perguntar se alguma criança tem interesse em fazer a prece.

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